Com receita de US$ 2,8 bilhões na América Latina, mercado de data centers demanda investimento brasileiro

Em 2018, os investimentos mundiais em Tecnologia da Informação deverão superar os US$ 3,6 trilhões, alta de 4,5% sobre 2017, segundo o Gartner. Um crescimento motivado pela expansão de áreas como Internet das Coisas (IoT), Big Data e software corporativo, especialmente no modelo Software como Serviço (SaaS).

Setores que demandarão muito da infraestrutura para TI. Os data centers precisarão corresponder ao crescimento do uso das aplicações, e, segundo estudo da Frost & Sullivan, este é um mercado também em franca expansão: só na América Latina, movimentou US$ 2,87 bilhões no ano passado, sendo o Brasil responsável por fatia de 47,6%, e até 2021 esta receita deverá subir para US$ 4,37 bilhões.

Outra pesquisa, esta do site especializado Data Center Dynamics, mostra que o mercado de data center brasileiro não para de crescer. Conforme 800 líderes de TI ouvidos pelo portal, projetos de infraestrutura digital são prioridade nos orçamentos, e para 51% deles, a contratação de serviços de data center, cloud ou colocation está nos planos de curto prazo.

Em plena expansão, este mercado atrai investimento também dos fornecedores. Caso da brasileira 2Cloud, especializada em soluções de computação em nuvem premium, que recentemente firmou uma parceria para se tornar a única fornecedora do Sul do Brasil a contar com data center TIER III certificado localizado na região.
Isso traz uma diferenciação para a companhia, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, segundo o sócio-diretor Gabriel Goltz.

A companhia, que tem sede em Porto Alegre/RS e operações em todo o país por meio do atendimento comercial direto e sua rede de canais, estabeleceu seus centros de dados no Rio Grande do Sul em infraestrutura do Grupo Corrêa da Silva. Os data centers, estão localizados em Campo Bom-RS e Porto Alegre-RS e oferecem certificação TIER III e TIER II, respectivamente.

O TIER III é uma certificação concedida a data centers pelo Uptime Institute, entidade internacional de certificação de infraestrutura de tecnologia. Para alcançar este grau de qualificação, os data centers precisam atender a rígidos pré-requisitos estabelecidos pela norma ANSI/TIA 942 – Telecommunications Infrastructure Standard for Data Center, que incluem exigências em relação a projeto, montagem, instalação, operação, manutenção e sustentabilidade dos ambientes, máquinas e serviços.

Para ser certificado como TIER III, o data center passa não apenas por testes da norma, mas também por processos de avaliação constantes, que incluem acompanhamento de medições, verificações do funcionamento e desempenho dos equipamentos, acessórios e sistemas (refrigeração, segurança, controle de acesso, CFTV, detecção/combate a incêndio e redes elétricas), além de provas de capacidade de processamento e disponibilidade/operabilidade de interface para os usuários, entre outros fatores.

Um data center TIER III oferece, por exemplo, 99.98% de disponibilidade dos equipamentos e, logo, dos sistemas hospedados. Além disso, garante que os períodos de manutenção do ambiente não gerarão paradas aos sistemas e dados dos clientes, garantindo continuidade dos negócios.

Conforme as normas exigidas para certificar um data center como TIER III, este pode, ao longo de um ano, registrar no máximo 1 hora e 45 minutos de downtime (interrupções técnicas).

“Ao oferecermos data centers deste nível, estamos entregando confiabilidade e tranquilidade na operação de aplicações críticas aos negócios dos clientes”, ressalta Goltz. “Oferecemos uma infraestrutura segura, de alta disponibilidade, e isso, aliado a um atendimento com atenção às demandas do usuário 24x7x365, garante negócios rodando a qualquer tempo. Isso é decisivo para a competitividade”, complementa Everson Nunes, também sócio-diretor da 2Cloud.

Ainda para o primeiro semestre de 2018, a 2Cloud projeta ampliar ainda mais a infraestrutura disponibilizada, lançando data center também TIER III em São Paulo.

“Nossa ideia é que o cliente possa escolher onde quer hospedar seus sistemas fisicamente, propiciando o menor nível de latência, o que resulta em melhoria de desempenho, finaliza Goltz.

Fonte: EXAME