Como a AWS quer levar nuvem e segurança para governos brasileiros

O Fórum Econômico Mundial América Latina, encontro de líderes globais realizado em São Paulo, no último mês, deixou uma clara impressão para olhos mais atentos: os assuntos tecnologia e revolução digital não tiveram a atenção devida durante diversas discussões.

Na abertura do evento regional, por exemplo, mesmo quando falaram do futuro, os líderes políticos brasileiros mostraram pouco conhecimento e falta e habilidade para lidar com o esse futuro de mudanças rápidas que já está acontecendo. A tecnologia também esteve timidamente presente em uma discussão sobre combate à corrupção.

Em meio ao cenário desafiador, fabricantes de tecnologias enxergam a oportunidade e buscam aproximação com órgãos governamentais para mostrar os benefícios de novas soluções e como a transformação digital pode ser realizada de forma simples e segura.

É o caso da gigante norte-americana Amazon Web Services (AWS), líder a nível mundial em serviços de plataforma de nuvem. Jeffrey Kratz, Gerente Geral de Setor Público para a América Latina e o Canadá da AWS, foi o principal representante da companhia durante o Fórum Econômico Mundial latino-americano e teve uma percepção semelhante: os passos precisam ser dados rumo a uma atuação digital, mas a notícia boa para ele é que esse caminho já está sendo percorrido.

“Temos uma grande oportunidade de diminuir o gap entre tecnologias e a falta de entendimento por parte dos governos. Já vemos diversos líderes de governo conscientes de que precisam mudar. Eles querem conversar”, resume o executivo, em conversa com a Computerworld Brasil.

Educação

A estratégia de aproximação da AWS com órgãos governamentais tem algumas frentes distintas. Uma delas, anunciada no último ano, é a criação do Gov DevOps Day, série de eventos que pretende levar conhecimento sobre aplicações de cloud computing a órgãos governamentais.

A iniciativa, inédita na companhia, será realizada em diferentes cidades da América Latina. No Brasil, as escolhidas são Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, além do Estado do Ceará. A expectativa é contar com a participação de pelo menos 500 pessoas, podendo checar a até 2 mil profissionais.

Segurança da informação

Outro quesito que tem preocupado governos é a cibersegurança. Por isso, a companhia avançou no tema e preparou uma iniciativa em parceria com a Secretaria-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA): o primeiro relatório colaborativo, convocando ações para proteger os cidadãos, o setor privado e os governos.

O documento é o primeiro de uma série de alianças e outras iniciativas a serem desenvolvidas este ano. Ambas as organizações buscam aumentar o nível de conscientização dos líderes governamentais, do setor privado e da sociedade em geral sobre a importância da cibersegurança.

Com o título “Uma convocação para proteger os cidadãos, o setor privado e o governo”, o documento incorpora 56 ações concretas que abrangem áreas como cidadania e setor privado, operadores de infraestrutura crítica, governo e administrações públicas, ciberdefesa e luta contra o cibercrime. Também incorpora recomendações destinadas a impulsionar o empreendedorismo e a gerar talentos, não só como elementos estratégicos para a cibersegurança em cada país, mas também como oportunidades de crescimento e de desenvolvimento.

O relatório também incorpora uma metodologia em sete fases para a definição de estratégias nacionais de cibersegurança, hoje considerada como um elemento fundamental da estabilidade social e econômica de qualquer nação, o que também contribui para a geração de confiança e para facilitar o crescimento econômico e industrial. Do mesmo modo, o documento aponta a importância de focar a cibersegurança na cooperação multilateral e transversal diante de uma ameaça global que não tem fronteiras.

“Queremos ajudar governos a nível municipal, estadual ou federal a modernizar a estretutura digital com segurança.”

Universidades

Outro item que faz parte da estratégia da AWS é a aproximação com universidades por meio do programa AWS Educate, que representa para a próxima geração de profissionais de TI e nuvem uma porta de entrada para o ensino superior. A iniciativa global disponibiliza a alunos e professores os recursos necessários para acelerar o aprendizado relacionado à nuvem.

No Brasil, eram 32 universidades parte do programa no final do ano passado e, ao fim do primeiro trimestre deste ano, o número mais que dobrou, chegando a 65.

Fonte: Computer World